domingo, 13 de novembro de 2011

valéria


na cama, a leoa
não o centro, mas o avesso
colore o mundo em torno a si

desatenta acende as luzes
e por dentro grave
atrasando a gravidade
centraliza os fatos:

tudo gira ao seu redor

de pé, a leoa
não o fim: começo
lentamente recobre
de si o que toca

desatenta, no entanto,
encabulada,
sai distribuindo
peso, massa, movimento

em volta dela, eu:
satélite!

3 comentários:

Virginia Teixeira Gazini disse...

Amor é isso... maravilhoso!

Sandro Brincher disse...

Puxa, fazia tempo!
Ainda bem que o Google Reader não falha e sempre entrega as novidades.
Que ritmo e que imagens, Ari!
Abraço.

Bel Balieiro disse...

Você é foda!

 
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