quarta-feira, 24 de novembro de 2010

quereres


querer, eu quero
a casa limpa
a alma pura
o sol na cara

mas desespero no desterro,
na lonjura em que me encontro

tão distante de mim mesmo
que alma limpa e cara pura
são somente uma miragem

e o sol filtrado
que aparece ante meus olhos
nem me aquece, ou ilumina

no entanto,
atento à dança acentuada
entre a vontade
e o desejo,
ao longe vejo
a vaidade evanescendo

e me aquieto, acocorado
armando forças
proutro salto:

o sol tá lá!

3 comentários:

Virginia Teixeira Gazini disse...

Para ler, reler, acocorar-se e saltar! Toca lá no fundo... beijos

Amanda Balieiro disse...

Tire o sol pra dançar!

Jandira disse...

Ari

Amei a poesia!
Quê lindo voce é um poeta!

beijos no coração!

jandira

 
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